• Redação JM

Desemprego e miséria deve guiar o eleitor!

A visão do cenário frágil da economia brasileira, com altas taxas de desemprego, inflação elevada, aumento da pobreza e fome, a condução da política econômica estará no centro das atenções dos eleitores, na hora de depositar o voto nas urnas. Pesquisas têm apontado que esses problemas devem estabelecer o tom das campanhas de 2022. Na avaliação de especialistas, soluções para conter a evolução do custo de vida, a desocupação no país e reverter a queda dos rendimentos do trabalho tendem a dominar os debates que os candidatos devem travar.

Diferentemente da última eleição, em 2018, na qual se destacavam demandas como combate à corrupção, segurança pública e busca pela nova política, em contraposição a forma antiga de posicionamento dos políticos, agora, o foco dos eleitores será constituído de questões ligadas à economia. As pesquisas que lidam com as aflições dos brasileiros vêm demonstrando que a pobreza e o emprego se tornaram as principais preocupações. Isso deve guiar a escolha do eleitor.

Acredita-se que, em 2022, o impacto da situação econômica sobre a intenção de voto se dará, especialmente, em função do momento difícil que os brasileiros estão enfrentando. O PIB desabou, o mercado de trabalho derreteu, a taxa de desemprego subiu mais de 15% e, como se isso não bastasse, a inflação ultrapassa os 10%. Esse quadro dramático é o motivo pelo qual a economia ganha destaque no momento das eleições.

A falta de emprego, já era latente no país há algum tempo, enquanto a questão da fome volta a ser preocupação maior. O bolso é a parte mais sensível do ser humano, então, mesmo que o eleitor não saiba exatamente qual é a taxa de inflação ele sente o que está acontecendo em termos de preço.

Os eleitores estarão basicamente pedindo ajuda para escapar da pobreza, como emprego, que traz renda e segurança contra a fome. O discurso que cada candidato vai adotar pode mudar até lá, já que o cenário econômico dos meses que antecedem o pleito vai influenciar bastante na postura adotada pelos presidenciáveis.

O governo atual aposta em ações, como privatizações e concessões, acredita que a economia pode responder positivamente para recuperação da popularidade. Se a inflação estiver controlada até setembro, isso ajudará o discurso do governo, mas se isso não ocorrer quem se fortalece é o da oposição, que já teve no poder e não resolveu nada.

A perspectiva é de queda da inflação até o período da votação, em outubro. Três fatores explicam essa previsão, o primeiro deles é estabilidade no preço das chamadas commodities, produtos agrícolas e minerais cotados no mercado internacional, como petróleo, minério de ferro, milho e trigo. O segundo ponto é a estabilidade do dólar. O último fator é a alta da taxa de juros. A taxa Selic teve alta significante nos juros inibindo o consumo.

O chefe do Executivo terá dificuldades para adotar bom discurso centrado nos temas da economia. Com tantas promessas e discursos efetuados pelos candidatos em ano de eleições, os especialistas alertam sobre o cuidado que os eleitores devem ter com as promessas milagrosas. Não há soluções fáceis para melhora da economia brasileira a curto prazo.

Enquanto isso, o pacote de bondades continua e o povo pagando a conta.

Texto: João Sibirino

Adaptação: JM