• Redação JM

Economia e política no cenário eleitoral!

A eleição presidencial no Brasil entrou na fase decisiva, com o reinício da propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão. Domingo (30), grande parcela dos mais de 156 milhões de eleitores aptos a votar estarão diante das urnas mais uma vez para escolher o presidente que vai governar o país no período de 2023/2026.

Na eleição, que conta com candidatos a presidente apoiados por vários partidos políticos, o país terá pela primeira vez disputa na qual estarão presentes presidente em exercício e ex-presidente. Trata-se de embate entre dois candidatos com visões distintas na forma de governar. O presidente Bolsonaro se encontra num espectro político à direita e o ex-presidente Lula à esquerda. Considerando que ambos ocuparam o mesmo cargo, é previsível que os embates se concentrem nas comparações de desempenho econômico, redução da taxa de desemprego, queda na inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), estabilidade política, fortalecimento das instituições, democracia e corrupção.

No plano externo, o debate está centrado na crise provocada pela pandemia de Covid-19, que continua impactando, de forma desigual, as economias da maioria dos países. A revisão das projeções efetuadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI, julho de 2022), indica que o crescimento mundial deverá cair de 3,6% para 3,2% em 2022, em decorrência da piora no cenário internacional, notadamente pela inflação mais elevada em todo o mundo, desaceleração do crescimento da China e repercussões negativas da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Para o FMI o mundo poderá em breve estar à beira de recessão global.

No referido relatório do FMI, o Brasil aparece na contramão do mundo, visto que a taxa de crescimento do PIB estimada do país no corrente ano foi aumentada de 0,8% para 1,7%. Por sua vez, o mercado projeta crescimento do PIB de 2% e a inflação deverá fechar o ano próximo de 6,5%. Registre-se que, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 9,3% no segundo trimestre de 2022 (IBGE). É o menor patamar para o período desde 2015.

Constata-se, com base nos dados do IBGE no período de 1998 a 2018, que governos que tiveram índices de inflação e desemprego abaixo de dois dígitos conseguiram se reeleger ou fazer seu sucessor. Nesse ambiente de turbulência política e econômica foi eleito o atual presidente, Jair Bolsonaro. O tema corrupção também não pode ser desconsiderado nessa eleição presidencial.

Os adversários do ex-presidente Lula sabem que reavivar na memória dos eleitores os custos dos escândalos revelados nos julgamentos do Mensalão e da Lava Jato tenderá a contribuir para a elevação do percentual de sua rejeição, em particular, junto aos eleitores indecisos. Verifica-se que o crescimento econômico e a estabilidade política estão interligados em vários níveis.

Conforme evidencia a análise dos indicadores econômicos no período de 1998 a 2018, a queda da inflação e do desemprego, aos quais se pode agregar os efeitos benéficos na economia dos programas de transferências de renda às populações mais pobres, são variáveis relevantes na corrida eleitoral, pois contribuem para a geração de sensação de bem-estar na população, que fica mais otimista com o futuro do país e sua situação financeira. Pode-se afirmar, assim, apoiado na estreita relação que existe entre economia e política, que o desempenho da situação financeira será fator decisivo para a escolha do presidente da República no domingo (30).

No Rio Grande do Sul, se Eduardo Leite for reeleito será um feito inédito. Já, se Onix vencer segue a tradição da não reeleição no estado.

A disputa está acirrada. Seu voto fará diferença tanto para governador quanto para presidente.

Vote pelo futuro do país, sua família e seus filhos. Pense nisto!

Texto: João Sibirino

Adaptação: Jornal Minuano