• Redação JM

Pandemia Coronavírus e vírus da Dengue, inimigos mortais invisíveis!

Novas espécies de vírus foram identificadas em pacientes que apresentavam sintomas da Dengue. Um dos microrganismos pertence ao gênero Ambidensovirus e foi encontrado em amostra coletada no Amapá. O outro, presente em amostra do Tocantins, pertence ao gênero Chapparvovirus. A Faculdade de Medicina da USP e um dos autores do estudo, compartilham que essas espécies nunca foram encontradas antes em humanos e foi possível identificá-las através da técnica de metagenômica viral.

Embora tenham sido encontrados em pacientes com sintomas de Dengue, ainda não é conclusivo que os novos vírus tenham desencadeado esses sintomas ou se oferecem de fato risco para a população, mas a descoberta de novos microrganismos pode ser um alerta para a importância de se estudar e analisar novos vírus que podem, por exemplo, ajudar na identificação de doenças não reconhecíveis, como afirmou o pesquisador. Essa descoberta pode trazer alguma luz para os diagnósticos não resolvidos, ou seja, para aqueles pacientes que tinham suspeitas de alguma arbovirose e os testes deram negativos. Também teria mais opção de buscar causadores de doenças, isso daria mais força para pessoas procurarem vírus diferentes no país.

Em um período em que se está enfrentando a ameaça mundial do Coronavírus, o Brasil, país com histórico de epidemias virais, precisa estar sempre atento com os novos e também com os antigos vírus, como, por exemplo, o da Dengue, uma das arboviroses que podem se tornar invisíveis pela pandemia, como explica o professor de Medicina Preventiva da USP e do Instituto de Medicina Tropical. A pandemia veio acompanhada com quadro de extrema gravidade, com uma letalidade que não é desprezível. É natural que o mundo inteiro desenvolva esforços no sentido de controlar essa doença. Um problema que acontece é que, simultaneamente à ocorrência da Covid-19, outras doenças continuam acontecendo, dentre elas, a Dengue.

Em 2021, a atenção deve ser redobrada porque o pico da doença coincidirá com o da Covid-19 e da Gripe Influenza, previstos para maio. O pico de ocorrência de Dengue no Brasil costuma ser no mês de maio. Então o Ministério da Saúde já informou que mais de 100 mil casos suspeitos de Dengue foram registrados no Brasil no primeiro trimestre, ou seja, caminhamos para mais um ano epidêmico duplo.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 03 de janeiro e 13 de março, o país registrou 103.595 casos suspeitos de Dengue e, ao menos, 19 mortes neste ano de 2021. Embora o outono proporcione dias mais frescos, os cuidados no combate ao mosquito Aedes Aegypti devem ser constantes. Mesmo com as chuvas amenas neste período, a população deve ficar atenta aos focos do inseto e eliminá-los, principalmente nas residências, onde se encontram 80% dos criadouros.

Cuidados básicos são recomendados por órgãos competentes e infectologistas, entre eles, o essencial, não deixar água parada e, segundo o Ministério da Saúde Naval, órgão pertencente à Marinha do Brasil, o uso de repelente ajuda no combate ao mosquito Aedes Aegypti. Não se deve ignorar as recomendações dos órgãos capacitados, o momento pede atenção e cuidado. Então procure sempre manter em casa repelente que toda família possa utilizar. Além disso, é importante destacar que os hospitais estão lotados de pacientes com Covid-19, portanto, no momento, o sistema público de saúde está sobrecarregado, dessa forma a população precisa colaborar e se prevenir.

Vale lembrar que o Aedes Aegypti é um mosquito transmissor de doenças virais, chamadas de arboviroses. Dentre as doenças mais comuns que estão neste grupo, destacam-se: Dengue, Zika, Febre Amarela e Chikungunya.

Segundo epidemiologistas, a principal forma de transmissão da Dengue é a vetorial, ou seja, é aquela que ocorre pela picada de fêmeas de Aedes Aegypti infectadas, no ciclo humano, vetor humano. Ações básicas como não manter água parada e o uso de repelentes são importantes, podem e devem ser adotadas. Hoje, no mercado existem produtos que combatem esses mosquitos e podem ser utilizados até mesmo por bebês a partir de 24 meses.

Fique atento, pois o melhor jeito de proteger você

e sua família é tomando os devidos cuidados.