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Redes virtuais e o caos social!

  • Foto do escritor: Redação JM
    Redação JM
  • 6 de abr. de 2023
  • 2 min de leitura

O Brasil ficou em terceiro lugar no ranking de países que mais consumiram redes sociais em 2021. Os dados são de levantamento divulgado pelas empresas WeAreSocial e Hootsuite, os quais mostram que o brasileiro gasta, em média, cerca de 3 horas e 42 minutos por dia navegando pelas redes sociais.

O tempo gasto nas redes sociais, quando exagerado, pode causar intoxicação social, com desestímulos, sensações de exclusão e desânimo com a própria vida, evidenciados pelo excesso de comparações e falta de experiências reais. A análise é da professora Valéria Barbieri, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - SP.

Várias pesquisas associaram o uso das redes sociais a problemas como ansiedade e depressão, mas, segundo Valéria, há outras repercussões que podem vir junto ou não com esses problemas, como preocupações em relação à autoestima, insatisfação com aparência física, sentimentos de inutilidade, diminuição das interações off-line e certa displicência com os códigos morais que o anonimato propicia.

Alguns desses problemas, pelo uso excessivo das mídias sociais, podem ser causados por adversidades existentes anteriores ao consumo. A professora explica, que as pesquisas ainda não chegaram a compreender exatamente como essa relação ocorre. Algumas teorias defendem que as fragilidades anteriores do indivíduo levariam ao uso exagerado das redes sociais, não o contrário. Nesse cenário, é possível afirmar que exista relação entre o uso das redes sociais e os impactos psicológicos negativos sobre o usuário, mas não é possível afirmar que uma pessoa específica vá desenvolver essas repercussões, portanto, é importante um olhar singular para cada indivíduo.

Pessoas que possuem maior tendência a se compararem com as outras terminam tendo autopercepção mais empobrecida, potencializada pelo uso constante das redes sociais. Essa tendência à comparação, associada ao uso intenso das redes, desperta no indivíduo sentimentos de inveja, inferioridade, exclusão e fracasso. Nesse contexto, foi criado acrônimo na língua inglesa para determinar o sentimento de estar perdendo alguma coisa, inquietação constante de que os outros estão tendo experiências gratificantes e outras pessoas não. O medo de ficar de fora, se tornou motivo de estudos e pesquisas.

Já existem pesquisas que evidenciaram fatores de proteção contra os sintomas negativos decorrentes do consumo das redes sociais. Atividades e oportunidades com amigos e parentes fora da internet, manter relações de proximidade, ter objetivos e propósitos reais são algumas das posturas que protegem o usuário. É necessário cuidar para que as pessoas não se distanciem de valores fundamentais e se percam de si. A insatisfação com a vida real leva o indivíduo a se refugiar nas redes sociais, provocando mais insatisfação e criando círculo vicioso isolado.

A felicidade está nas coisas simples, que dão propósito a nossa vida, estabelecem relações positivas e de reciprocidade, favorecendo o otimismo e a esperança no bem comum com diálogo frente a frente. Não podemos esquecer a essência da vida, ficando isolado.

Feliz e abençoada Páscoa!




 
 
 

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