• Redação JM

Rio Grande do Sul enfrenta pior seca dos últimos 17 anos!

Desde o dia 24 de dezembro de 2021, diversos municípios se somaram ao quadro da seca que afeta principalmente as regiões Norte, Planalto Médio, Oeste, Noroeste, Centro e Missões. Conforme a Emater/RS, é a pior seca do estado nos últimos 17 anos. Mais de cinco mil famílias de agricultores estão sem acesso à água, até para uso doméstico.

No campo, os prejuízos estão espalhados pela produção de grãos, frutas, hortigranjeiros e leite. Considerando-se somente as perdas verificadas até o momento nas culturas de milho, com 100% de perdas em vários municípios e soja levando-se em conta a expectativa para as duas safras, calcula-se queda de R$ 20 bilhões na comercialização.

Desde o início, 356 prefeituras gaúchas formalizaram pedidos de socorro diante do prejuízo em lavouras e da dificuldade de abastecer zonas rurais onde poços e açudes secaram. Mais 12 cidades, além das 356, já enviaram relatórios preliminares de danos, o que pode fazer com que, ainda em janeiro, sete em cada dez municípios gaúchos estejam, oficialmente, em situação de emergência.

Não há previsão exata de quando o volume de chuvas deva se normalizar. A previsão é de que fevereiro e março sejam ainda mais secos que janeiro, conforme a MetSul Meteorologia.

A natureza é a solução para as crises hídricas. Às vezes, a melhor resposta para um problema é a mais simples. Restaurar e proteger as florestas hoje é uma medida que pode prevenir as crises hídricas do futuro.

Enquanto a ganância humana persistir, cada vez mais vamos assistir rios, açudes e vertentes secando devido aos desmatamentos muito próximos dos leitos. Até cito exemplo comprovado, que certa vez, cidadão tinha casa próxima ao rio e a 1 km acima havia vertente com água boa para tomar, uma maravilha da natureza.

Certo dia, a água parou de jorrar, ou seja, secou a vertente. O cidadão foi verificar o motivo, avistou que a 500m da nascente, havia sido efetuada terraplanagem, removeram a vegetação e empurraram as pedras para dentro do mato para aumentar a área de planta, ou seja, por um saco a mais de grãos.

Então, meus amigos agricultores e produtores agrícolas, estou sensibilizado com o sofrimento e as perdas de cada um, pois isto afeta todos nós do comércio e da cadeia produtiva.

O certo é cada um fazer sua parte para preservar o meio ambiente e não destruí-lo. Quanto mais umidade no solo, mais precipitações de chuvas teremos. Se você é ganancioso e destrói a natureza vai encontrar a seca. Assim diz o ditado, quem procura acha. “Se semear o bem colhe bem, se plantar o mal colhe mal”.

Santa Bárbara do Sul completa 63 anos, dia 31, sendo que as comemorações foram prejudicadas mais uma vez por causa do vírus.

Excluindo a seca, podemos dizer que o município está bem cuidado, crescendo aos poucos, ou seja, normal.

Parabéns aos administradores e todos os habitantes de Santa Bárbara do Sul!

Texto: João Sibirino