• Redação JM

Soja está perto de alcançar preço recorde histórico!

A cotação da soja do Brasil está a poucos reais de bater um recorde histórico, registrado em 2012, após o preço ter subido cerca de 6,44% no acumulado em um mês devido ao momento de baixa oferta e de início de plantio da temporada 2020/21, de acordo com dados do centro de estudos Cepea.

A soja atingiu 146,63 reais por saca na praça de referência de Paranaguá (PR), depois de ter batido 150,86 reais durante uma semana, perto de uma máxima histórica de 153,40 reais por saca do dia 31 de agosto de 2012, que considera a inflação do período.

O ano de 2012, recorde real de preço no país até o momento, foi marcado por uma seca em Estados do Sul do Brasil e países da América do Sul. Naquela temporada (2011/12), a safra brasileira caiu 12% ante o ano anterior, em meio ao fenômeno La Niña.

Em 2012, contudo, a máxima histórica foi registrada após uma frustração climática. Este ano de 2020, o Brasil é maior produtor e exportador global da oleaginosa, colheu um volume recorde.

Mas preços nacionais são sustentados por baixos estoques após o país ter realizado grandes exportações e extremamente concentradas, impulsionadas pelo câmbio que deixaram pouco produto para ser embarcado até o final do ano, conforme indicam as projeções de especialistas.

Com uma alta do dólar e da bolsa de Chicago, as condições eram propícias para uma nova elevação no indicador do Cepea, medido em Paranaguá, mas a cotação interna perdeu força, embora siga em patamar elevado.

A soja deve ser mais um dos produtos agrícolas do Brasil a marcar ainda em 2020 uma máxima histórica real, que considera a inflação, de acordo com os dados do Cepea, que já indicaram anteriormente cotações históricas para o boi, bezerro, suíno, arroz e leite.

Enquanto o mercado lida com baixos estoques, conforme o Cepea em análise, os agentes seguem efetivando contratos antecipados, com dados apontando que cerca de 60% da oferta esperada para a temporada 2020/21, já foi comercializada no Brasil.

Certamente, a venda antecipada dará suporte aos preços no Brasil no médio prazo, deixando pouco espaço para quedas bruscas, mesmo com possível safra recorde. Se a média diária está a caminho de um novo recorde, a média mensal parcial do indicador em setembro chegou a tocar 136,90 reais, o maior nível desde setembro de 2012, quando atingiu recorde real, de 144,59 reais/saca.

Vale destacar que os preços no interior também estão em alta, operando na casa de 150 reais/saca em regiões do Centro-Oeste, mas são valores nominais, ou seja, com quase nenhuma efetivação, diante da baixa oferta.

Segundo o Cepea, a alta do grão segue desafiando as indústrias brasileiras. O lado bom é que esses demandantes indicam estar conseguindo repassar a valorização do grão aos derivados, diante da firme procura por farelo e óleo de soja. Com o dólar encostando em R$ 5,50, os preços da soja ignoraram a realização de lucros de Chicago e dispararam no mercado interno. Houve indicação de saca a R$ 156 no interior do Rio Grande do Sul para janeiro.

Seria ótimo se os preços dos alimentos não subissem tanto no Brasil!




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