• Redação JM

A terceira idade e as dores sem fim!

A dor é um fenômeno subjetivo e complexo que sempre deve ser avaliada com critério. É o sintoma que mais frequentemente leva uma pessoa a procurar assistência médica e ocorre com regularidade na doença reumática. Na terceira idade há diminuição da sensibilidade à dor, desta maneira qualquer tipo deve ser sempre valorizada.

A dor é sinal de alarme de que algo está agredindo o organismo. Quando surge subitamente, geralmente vem acompanhada de aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Quando a dor é crônica, existente há meses, pode produzir desânimo, depressão, perda de apetite, alterações do sono e até constipação.

O estado emocional influencia a sensação dolorosa. Frequentemente a dor se deve à somatização de problemas psicológicos mal resolvidos. O estado depressivo acentua o quadro doloroso que por sua vez piora.

Na terceira idade se destacam as dores reumáticas, nas costas, abdominais e as da face. A dor de cabeça deve ser sempre avaliada.

A angina de peito é a dor provocada pela falta de irrigação sanguínea ao músculo cardíaco e também tem grande importância na terceira idade. No câncer, a dor pode ocorrer devido ao próprio tumor (dor óssea devido à metástase, por exemplo) ou ao tratamento (a quimioterapia pode levar a dores nevrálgicas, por exemplo). As nevralgias podem ocorrer no diabetes e no alcoolismo. Também na nevralgia do trigêmeo.

A rigorosa avaliação da história e das características da dor são fundamentais para o seu diagnóstico. A análise do tipo de dor (cólica, aperto, pontada, etc), de sua variação no tempo (dor contínua, períodos de melhora) e a sua relação com os mais diferentes fatores (alimento, posturas e emoção, etc) são básicos. Seu tratamento utiliza remédios analgésicos e anti-inflamatórios. A utilização de morfina ou derivado está indicada em situações limites quando outras terapias não surtiram efeito.

Em algumas situações utiliza-se técnicas de estimulação elétrica do nervo com fins analgésicos. O bloqueio nervoso através da injeção de medicamento anestésico diretamente no nervo é muito útil na obtenção de resultados rápidos, mas tem ação transitória. Os procedimentos cirúrgicos no tratamento da dor estão indicados quando a resposta ao método clínico é insatisfatória. São técnicas que provocam lesão no nervo ou no tecido cerebral (neurectomias, cordotomias) e com frequência desenvolvem sequelas.

As principais doenças reumáticas: A artrose é a forma de doença reumática mais comum na terceira idade, sendo também conhecida como osteoartrose.

A lombalgia é a dor nas costas, alcançando a região lombar e nádegas. Há tendência clara de haver piora com a idade, sendo uma das queixas mais comuns da terceira idade.

A artrite também é um tipo de doença reumática. Trata-se de processo de inflamação das articulações que atinge com frequência a terceira idade. Pode atingir uma ou várias articulações e frequentemente ocorre após traumatismo.

A artrite reumatoide é o tipo mais comum na terceira idade.

A tendinite também é uma forma de doença reumática que se caracteriza pela inflamação do tendão. Em geral está relacionada com a bursite.

A bursite é uma forma de doença reumática que se caracteriza por processo inflamatório das cavidades que contém o líquido sinovial (bursas). São frequentes nos ombros, cotovelos e joelhos.

A arterite é o processo inflamatório que acomete artérias, fazendo parte das doenças reumáticas. Entre os diversos tipos de arterites destaca-se a Periarterite Nodosa que pode ocorrer devido à reação alérgica a determinados medicamentos como diuréticos, penicilinas, iodo ou desencadeada por certas infecções.

A gota é uma forma de doença reumática causada por formação de cristais que se acumulam nas articulações. Pode se manifestar de forma aguda, extremamente dolorosa ou crônica. Basicamente há dor em uma articulação, mas pode ocorrer em várias.

Ninguém merece viver ou morrer com tanta dor no corpo!

Texto: João Sibirino

Adaptação: Jornal Minuano