• Redação JM

O valor da vida!

O ano de 2020 jogou na cara de todos nós o quanto a vida humana é frágil e nossa vulnerabilidade é maior ante à fúria da natureza. Da pandemia e do sofrimento por ela imposto, é o que aprendemos com tudo isso. O conhecimento vem com lágrimas, sofrimento, desgosto e dor.

Mesmo para quem não crê em Deus, as mensagens, ensinamentos sobre a existência na terra fazem bem, ajudam a entender a vida e as ações em busca da felicidade.

São Lucas, personagem do livro e autor de Evangelho do Novo Testamento, que a Bíblia apresenta como médico sábio, bem instruído e dono de coração generoso, sempre preocupado com o sofrimento dos pobres, enfermos e oprimidos.

O livro narra a peregrinação humana sob o desespero e as trevas da vida, em situação de sofrimento, angústia e desesperança.

Nos tempos de pandemia, surgem perguntas: Quem somos? De onde viemos? O que estamos fazendo aqui? Para onde vamos? Santo Agostinho, em sua filosofia, elevou o indivíduo à condição divina e estabeleceu que a vida humana deve ser colocada no centro do universo, protegida, respeitada e valorizada, porque o ser humano é único, dotado de intelecto e portador de alma imortal.

A questão moral origina as perguntas: Como viver? O que devo fazer? As respostas têm muito da crença em Deus, que fez o humano a sua imagem e semelhança, e nós o matamos.

Sem Deus e religião, por que ser moral? Se Deus não existe, então tudo é permitido. A história da humanidade é a conquista progressiva da liberdade, prosperidade material, respeito ao indivíduo, por razões terrenas e sociais, independente da condição divina do ser humano.

A pandemia, angústia e dor deveriam nos fazer melhores, mais humanos, preocupados com a vida e o bem-estar de nosso semelhante. A valorização da vida é base inclusive para o aperfeiçoamento das soluções coletivas, principalmente aquelas executadas pelo Estado por meio de políticas públicas e ações de governo. Daí vem a importância de sociedade e governo fazer esforço adicional no combate à pobreza, à fome, ao desemprego e à desigualdade social.

A economia deve ser sistema produtivo e ordem social a favor do ser humano, sua vida e bem-estar. Mas não esperemos conseguir esse objetivo por ação da bondade humana. A bondade é virtude humana individual. Logo, as pessoas podem ser bondosas. Mas as instituições são impessoais, em primeiro lugar elas têm interesses, a bondade vem depois, se é que vem.

No Brasil o idoso perdeu ainda mais o valor, depois que foi desobrigado de votar.

Vale a pena refletir!