• Redação JM

Petrobras e partidos políticos se alimentam da fome do povo brasileiro!

Resultado da política adotada pelo governo federal na cotação dos preços dos combustíveis, que tem o dólar e o mercado internacional como parâmetros, e não a moeda brasileira, o real, como era anteriormente, a gasolina, diesel e outros derivados do petróleo dispararam no Brasil.

Esses constantes aumentos impactaram em diversos produtos que não são originados diretamente do petróleo, mas tiveram os preços majorados, principalmente em função dos custos do frete, entre outros insumos gerando efeito em cadeia que, por sua vez, contribui para o empobrecimento da população brasileira lançando milhões de pessoas na miséria, legiões sem condições de comprar alimentos ou que reduziram drasticamente seu consumo.

O próprio presidente esbraveja contra os lucros astronômicos da Petrobras, que contrasta mais do que isso, é vergonhoso escárnio diante das dificuldades crescentes de quem paga, aqui no País, um dos combustíveis mais caros do mundo.

No entanto, o presidente da República faz uma espécie de jogo de cena, reclama muito, mas não usa a caneta para mandar a estatal voltar a cotar os combustíveis em real. Poder constitucional ele tem para fazer isso, o que falta é vontade política para contrariar grandes interesses que ganham fortunas, cada vez que a gasolina sobe de preço.

Afinal, o Brasil, presidido pelo presidente, é o maior acionista da Petrobras que tem também suas ações em mãos de terceiros, entre os quais banqueiros que administram fundos de pensão nos EUA e grandes investidores, internos e externos, cujos lucros crescem na mesma medida que o Tesouro Nacional embolsa os lucros gigantescos da estatal. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os privilegiados vão receber R$ 48,5 bilhões de dividendos gerados pelas ações que possuem da empresa.

Ao invés de ficar ameaçando intervir no resultado das eleições e dar sinalizações golpistas, que apontam adversidades a ele, o presidente deveria interferir na política de preços da Petrobras, obrigando-a a cotar os combustíveis por valores da moeda brasileira, reduzindo as margens acintosas de lucros de seus acionistas e fazendo com que esses recursos passem a beneficiar de forma direta aqueles que abastecem seus veículos, pagando preço justo pelo combustível. Ou seja, de acordo com a realidade econômica e financeira do Brasil.

Esses montantes de lucros, entre janeiro de 2019 e março deste ano, injetaram nos cofres federais R$ 447 bilhões, levando-se em conta, além dos dividendos, os impostos e os royalties pagos.

A Petrobras foi a petroleira que registrou, em dólares, o maior lucro líquido no primeiro trimestre no mundo. Segundo levantamento realizado pela empresa de informações financeiras Economática, o lucro da Petrobras, de US$ 9,405 bilhões, foi quase o dobro dos US$ 5,480 bilhões registrados pela americana ExxonMobil, a maior petroleira do mundo em valor de mercado.

Além da Petrobras, os partidos políticos ajudam aumentar a pobreza exigindo bilhões dos cofres públicos para realizar suas ricas campanhas eleitorais com tudo livre. Ou seja, o povo brasileiro pagando campanhas com a fome. Na verdade, os partidos deveriam pagar as campanhas com parte da renda de cada membro, presidente, ministro, senador, deputado, governador, prefeito, vereador e filiados. Somando tudo, acreditamos que dá uma bela grana, quase igualando os lucros da Petrobras.

Enquanto os mandatários não quiserem mudar, o povo brasileiro que se lasque dependendo sempre do Bolsa Família!

Texto: João Sibirino

Adaptação: Jornal Minuano