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  • Foto do escritorRedação JM

Emprego e alimento!

O ano de 2022 terminou com expressivo aumento da população ocupada e redução da desocupada. Todavia, dois problemas continuaram preocupando a alta informalidade e os baixos salários. Estes problemas estão interligados. Apesar do emprego formal ter aumentado em 2022, a informalidade ainda atinge cerca de 40% da força de trabalho. É um grupo que tem baixa produtividade e remuneração. Isso faz com que cerca de 2/3 dos brasileiros que trabalham ganham até dois salários mínimos, o que é muito pouco.

A geração de empregos decorre basicamente de investimentos. A melhoria da renda depende da qualidade dos trabalhadores e dos postos de trabalho. Nada disso muda de um ano para outro. O Brasil viverá com informalidade e baixa renda por muito tempo.

Mas, temos alguns sinais positivos para 2023. Inúmeros investimentos já estão em andamento. É o caso das concessões de obras e serviços públicos realizados em 2021/2022 nas áreas de energia, rodovias, ferrovias, aeroportos, comunicação e outras. Todas elas geram muitos empregos. Ao lado disto, a pujança do agronegócio e da mineração deve continuar criando empregos diretos (nas cadeias do agro e do minério). Sobretudo, indiretos (no comércio, serviços e setor público) devem investir na sua própria região ou no município. Chegou a hora de usar o bordão que “uma mão lava a outra”, somando as duas, tudo fica bem.

Igualmente, a descarbonização da economia e a busca de energias limpas abrirão oportunidades de trabalho de longa duração. Em alguns ramos, haverá falta de pessoal qualificado como é o caso de energia, tecnologia da informação e atividades de proteção do meio ambiente. Tudo isso é fácil de escrever, mas difícil de fazer. As oportunidades para investir e ganhar dinheiro no Brasil são imensas. O novo governo é contra privatizações e a favor de estado empreendedor. Como este não tem recursos para realizar grandes investimentos, será crucial implantar seriamente as parcerias público-privadas e fazer o PIB crescer. Para atrair os investimentos privados, as decisões terão de ser rápidas e seguras. Esse é um grande desafio para os governos do PT.

Com as mudanças tecnológicas entrando em alta velocidade no sistema produtivo, os programas de qualificação e requalificação necessitam de aliança bem sedimentada entre empresas, escolas e governo. As empresas conhecem a demanda. As escolas conhecem a didática. O governo deve regulamentar e incentivar os referidos programas. Nenhuma das três partes é capaz de fazer tudo sozinha. Para acabar com a fome e o desemprego é preciso que todos andem na mesma sintonia. Será que vai acabar o desvio de verbas neste país?

Parabéns santa-barbarenses e Santa Bárbara do Sul pelos 64 anos, na terça-feira (31)!

A Rainha das Coxilhas está ficando cada dia mais linda e aconchegante. Parabéns aos administradores pelo excelente trabalho. O povo merece, certamente que sim!


 


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